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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Diabetes Gestacional (continuação)

Qual a via de Parto na Diabetes Gestacional?

Nos casos de diabetes gestacional bem controlados, e desde estejam reunidas todas as condições, a indução do trabalho de parto pode ser adiada até às 40 semanas.

 

A estimativa ecográfica do peso fetal, apesar de algumas limitações pode condicionar a via de parto. A cesariana electiva é aconselhada por muitos autores quando existe uma estimativa ponderal superior a 4000 gramas.

 

O risco de distócia de ombros aumenta quando a diferença entre os perímetros abdominal e cefálico fetal é superior a 2,6 cm depois das 38 semanas (sensibilidade de quase 100% e um valor preditivo positivo de 30%).

 

Com uma vigilância adequada é possível reduzir a incidência de  nos filhos de mulheres com diabetes gestacional. Apesar da normalização do peso do recém-nascido com a optimização dos valores glicémicos, a incidência de cesarianas continua inexplicavelmente alta neste grupo de mulheres.

 

Não se sabe até que ponto o diagnóstico da situação leva, por si só, a um excesso de cesarianas muitas vezes desnecessárias, relacionadas com o receio de um parto vaginal traumático.

 

Quais os cuidados a ter após o parto?

Toda a mulher a quem foi diagnosticada uma diabetes gestacional, deverá ser submetida, 6 a 8 semanas após o parto, a uma PTGO com 75 gramas de glicose, para ser reclassificada.


Mesmo que a prova seja normal, a mulher deverá ser vigiada regularmente e efectuar anualmente determinações de glicemias em jejum, pois tem um risco aumentado de vir a desenvolver diabetes no futuro.


Actualmente o sucesso da gravidez na mulher com diabetes gestacional depende de vários aspectos cruciais: a abordagem efectuada por uma equipa multidisciplinar, a centralização dos cuidados prestados, o conceito dos benefícios da normalização da glicemia e os avanços tecnológicos na Obstetrícia e na Neonatologia.


Publicado por 100STRESS às 15:00
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Café na gravidez

 

Consumir muito café na gravidez influencia peso do bebé
 
O consumo de muito café durante a gravidez influencia negativamente o peso do bebé, alertou um estudo que vai ser publicado quarta-feira pelo British Journal of Medicine. O estudo foi realizado pelas universidades inglesas de Leicester e Leeds, analisando o caso de duas mil e quinhentas grávidas.
 
Origem da imagem ao clicarOs investigadores concluíram que as grávidas que consumiam mais de 200 miligramas de café por dia tinham maior probabilidade de dar à luz bebés com peso menor e por isso o organismo do governo britânico para a alimentação alterou o limite diário recomendado de café para grávidas de 300 para 200 miligramas. Este limite equivale a duas chávenas de café por dia. Andrew Wadge, o investigador principal da agência, esclarece, no entanto, que exceder um pouco esse limite não constitui um risco grave.
Nesta linha de investigação, a agência identificou outros produtos que contêm cafeína, tendo recomendado que as grávidas não consumam mais de quatro chávenas de chá, cinco latas de coca-cola e cinco tabletes de chocolate.
 
As crianças que nascem com peso menor apresentam uma probabilidade maior de sofrer de doenças coronárias e diabetes.
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Publicado por 100STRESS às 12:37
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Sexualidade/Mulher

O que é um Ciclo?

É o período de tempo compreendido entre o 1° dia de uma menstruação e o 1° dia da menstruação seguinte. Um ciclo tem uma duração variável de mulher para mulher. Normalmente, tem uma duração entre 27 e 30 dias. Pode ser extremamente regular ou, contrariamente, variar bastante de um mês para o outro.
 
O que é a menstruação?
É uma mistura de sangue e células do útero, que são todos os meses expelidas do corpo. Do primeiro dia da menstruação (corresponde ao primeiro dia do ciclo) até à menstruação seguinte, a mucosa que se encontra no interior do útero prepara-se e modifica-se para poder receber um eventual óvulo fecundado e alimentá-lo para que uma gravidez se possa iniciar. O aparecimento da menstruação significa que não houve qualquer fecundação durante esse ciclo, e o corpo elimina o que já não é necessário. Começa então um novo ciclo.
 
O que é a ovulação?
É o momento em que o óvulo, que cresceu desde o início do ciclo, atinge a sua maturidade e é expelido do ovário em direcção às trompas. A ovulação dá-se em média 12 a 14 dias antes da menstruação seguinte.
 
O que é a fecundação?
É o encontro do espermatozóide com o óvulo. Se nos dias anteriores à ovulação houver lugar a uma relação sexual, nesse mesmo dia ou no dia seguinte, os espermatozóides que atingem as trompas ou os que já se lá encontram podem fecundar o óvulo, dando origem ao ovo ou zigoto. Este continua o seu caminho até ao útero, onde poderá implantar-se (nidação) alguns dias mais tarde, iniciando-se, só então uma gravidez.
 
Existe algum período do ciclo em que não haja risco de engravidar?
Em qualquer período do ciclo, excepto durante o período menstrual, existe risco, qualquer que seja a data do acto sexual não protegido ou mal protegido. É por esta razão que o método de cálculo dos dias (Ogino) é pouco eficaz.
 
Quais são os primeiros sinais de gravidez?
A gravidez é acompanhada de sintomas que se tornam necessários conhecer para se poder consultar um médico o mais rapidamente possível.
Os sinais para os quais se deverá estar atento são:
-Em primeiro lugar, um atraso da menstruação;
-Dores na barriga simulando o aparecimento da menstruação;
-Mama inchada, dura e/ou dorida;
-Uma fadiga anormal e uma vontade de dormir
-Náuseas e vómitos
-Uma vontade de urinar mais frequente que o normal
 
O aparecimento de todos estes sinais não é obrigatório, podendo ocorrer apenas alguns deles.
 
Quais são os riscos de uma relação sexual não protegida com preservativo?
São de duas espécies:
-O aparecimento de uma gravidez (não desejada);
-A contaminação por Doença de Transmissão Sexual (DTS), nomeadamente a infecção pelo HIV, hepatite, gonorreia e outras. Este risco é maior se não se conhecer bem o parceiro ou se souber que ele tem comportamentos" de risco": várias parceiras, consumo de drogas, etc. Nestes casos é conveniente consultar imediatamente o médico para avaliação da situação.
 
O que é a contracepção?
É todo o método que vise impedir a fertilização de um óvulo ou impedir a nidificação do ovo ou zigoto. A pílula inibe a ovulação. Não existindo ovulação, não existe fertilização.
O preservativo, os espermicidas ou os cones contraceptivos impedem a passagem dos espermatozóides. São os métodos ditos "de barreiras" ou locais.
 
Os DIU's (dispositivos intra-uterinos) têm uma dupla acção:
-Inviabilizam os espermatozóides, impedindo assim que atinjam as trompas;
-Impedem que o ovo ou zigoto se implante no útero.
 
A contracepção de emergência, na maior parte das vezes, inibe e/ou atrasa a ovulação. É por esta razão que ela apenas é eficaz para um acto sexual, sendo necessário utilizar uma contracepção local até ao fim do ciclo.
Por outro lado, se ela for tomada tardiamente, não poderá interromper uma gravidez já iniciada
e será, assim, ineficaz.
 
Que fazer em caso de esquecimento da pílula?
Com as pílulas estroprogestagénicas (situação mais usual):
-Se o esquecimento for inferior a 12 horas, é necessária a toma da pílula esquecida assim que possível e a do dia na hora habitual.
-Se o esquecimento for superior a 12 horas: atenção, poderá já não se encontrar protegida: consulte o folheto informativo da sua pílula habitual. Utilize uma contracepção local (preservativo, por exemplo) até ao reaparecimento das menstruações seguintes. Se teve uma relação sexual há menos de 3 dias, poderá tomar a contracepção de emergência.
 
Em qualquer caso, é necessário falar do sucedido com o médico.
 
Os esquecimentos da pílula durante o "período fértil" são os que envolvem maior risco de engravidar?
NÃO. Contrariamente ao que se pensa, são os esquecimentos dos primeiros comprimidos que apresentam maiores riscos, ainda que nenhum dos períodos seja seguro em caso de esquecimento.
A eficácia da pílula não é assegurada se a pausa entre duas carteiras de comprimidos ultrapassar os 7 dias, visto que a ovulação pode reiniciar-se.
Não deve, por isso, haver uma pausa superior a 7 dias e se houver esquecimento do último comprimido, é conveniente recomeçar a nova carteira de comprimidos mais cedo, para que não haja mais de 7 dias entre o último comprimido e o primeiro da carteira seguinte.
 
O que é a contracepção de emergência?
A contracepção de emergência tem por finalidade impedir a ovulação ou prevenir a implantação se a relação sexual ocorreu nas horas ou dias que antecederam a ovulação, ou seja: num momento em que existe maior probabilidade de ocorrer a fertilização. Também pode prevenir a implantação. Torna-se ineficaz logo que se inicia o processo de implantação do ovo.
Este método não interrompe uma gravidez que já se tenha iniciado.
 
Quando é que se deve utilizar a contracepção de emergência?
Contracepção de emergência até 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contraceptivo, como por exemplo:
-Rompimento ou esquecimento do preservativo;
-Esquecimento da pílula contraceptiva oral para além do prazo máximo admitido após a última toma;
-Expulsão do DIU (Dispositivo Intra-Uterino);
-Remoção antecipada ou deslocamento de um diafragma vaginal ou de um cone contraceptivo;
-Falha do método do coito interrompido;
-Relação sexual durante o período supostamente fértil quando se optou pelo método da abstinência periódica (método das temperaturas);
-Em caso de violação

Domingo, 11 de Maio de 2008

Detecção da Gravidez

Se uma mulher que, normalmente, tem menstruações regulares sofrer um atraso de uma semana ou mais, pode estar grávida.

Origem da imagem ao clicarNos primeiros meses de gravidez, a mulher pode sentir dilatação das mamas, náuseas e vómitos ocasionais. A dilatação das mamas deve-se aos valores elevados de hormonas femininas (sobretudo de estrogénios, mas também de progesterona). As náuseas e os vómitos podem ser causados pelos estrogénios e pela gonadotropina coriónica humana (HCG). Estas duas hormonas, que actuam durante a gravidez, são produzidas pela placenta a partir de 10 dias depois da fecundação. No princípio da gravidez, muitas mulheres sentem-se cansadas e algumas têm inchaço abdominal.

Se uma mulher estiver grávida, o colo uterino está mais mole do que o habitual e o útero fica irregularmente dilatado e mole. Geralmente, a vagina e o colo uterino adoptam uma cor entre o azulado e o púrpura, provavelmente devido ao facto de estarem congestionados pelo sangue. O exame ginecológico permite observar estas alterações. Normalmente, pode-se confirmar se uma mulher está grávida por meio de um teste de gravidez no sangue ou na urina. Um teste Elisa de gravidez (enzimoimunoanálise) pode detectar até valores muito baixos de gonadotropina coriónica humana na urina de uma forma rápida e fácil. Alguns dos testes de gravidez de maior sensibilidade que se baseiam neste método podem detectar concentrações quase imperceptíveis de gonadotropina coriónica humana, como as que aparecem cerca de 1,5 semanas depois da fecundação, e os resultados são obtidos em meia hora. Outros testes, inclusivamente de maior sensibilidade, que também detectam esta hormona, podem confirmar se uma mulher está grávida poucos dias depois da fecundação (antes da primeira falta da menstruação). Durante os primeiros 60 dias de uma gravidez normal com um feto, os níveis de gonadotropina coriónica humana duplicam aproximadamente de 2 em 2 dias.

O útero aumenta de tamanho durante a gravidez. Às 12 semanas, ultrapassa a pélvis e chega ao abdómen e, em geral, pode ser palpado na parte inferior do abdómen. À medida que cresce, atinge a altura do umbigo às 20 semanas e o extremo inferior da caixa torácica por volta das 36 semanas.

 

 

Outras formas de detectar uma gravidez são as seguintes:

 

-A auscultação da frequência cardíaca do feto com um fonendoscópio especial ou mediante uma ecografia Döppler. A frequência cardíaca pode ser detectada logo entre as 18 e as 20 semanas de gravidez com este fonendoscópio e entre as 12 e as 14 semanas com um aparelho Döppler.

 

-A percepção de movimentos do feto. A mãe sente sempre os movimentos antes que o médico o consiga, normalmente entre a 16.ª e a 20.ª semanas de gravidez. As mulheres que já tenham estado grávidas geralmente percebem os movimentos antes das mulheres primíparas.

 

-A constatação do crescimento uterino com uma ecografia. O maior volume do útero verifica-se aproximadamente na 6.ª semana. O bater do coração pode ver-se às 6 semanas e percebe-se claramente às 8 semanas em mais de 95 % das gravidezes.

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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Infecções na gravidez

 RUBÉOLA
EPIDEMIOLOGIA
 
A rubéola é uma doença contagiosa, provocada por um vírus de ARN da família Togavírus e género Rubivirus.
Este foi isolado em 1962 por Weller e Neva e Parkmas e colaboradores.
Uma das preocupações do contágio por este vírus é as malformações fetais que ele provoca, afectando no entanto também crianças e adultos.
A transmissão da rubéola é feita através das secreções faríngeas, uma vez que o vírus entra no hospedeiro pelas vias respiratórias, atinge os linfonodos cervicais e dessimina-se por todo o organismo através da corrente sanguínea.
O período de incubação desta infecção viral varia entre 2 a 3 semanas, sendo possível encontrar o vírus no sangue e nas secreções nasofaríngeas mesmo antes da doença se manifestar. O período de contágio ocorre 10 dias antes das manifestações clínicas até 15 dias depois do seu aparecimento.
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
As manifestações clínicas da rubéola incluem mal-estar, febre ( raramente excede os 38,5ºC ), cefaleias, linfadenopatias pós-auriculares, suboccipitais e cervicais, mialgias, artralgias, sendo a principal manifestação um exantema maculopapular eritematoso não pruriginoso que começa no rosto e alastra pelo tronco. Tal como as restantes manifestações, esta regride em 3 / 5 dias e as complicações ou sequelas são extremamente raras.
 
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da doença inclui um exame físico e se necessário testes serológicos para sua confirmação.
Os anticorpos contra a rubéola normalmente aparecem apenas após o surgimento da erupção. Os Ac IgM ( primeiro Ac a ser produzido pelo organismo como reacção a um antigénio ) atingem o máximo 7 a 10 dias após o aparecimento da doença, decrescendo em seguida ao longo de 4 semanas.
 
EFEITOS DA DOENÇA NO FETO 
Nas crianças, a rubéola tem quase sempre um carácter ligeiro e raramente origina complicações. No entanto, na mulher grávida, torna-se perigoso devido à gravidade do seu efeito no feto ( transmissão via placentária ).
O grau de gravidade da doença depende do estadio de desenvolvimento fetal, sendo mais grave no primeiro trimestre ( período de organogénese ). A infecção nesta fase pode provocar aborto espontâneo ou anomalias congénitas, sendo as mais frequentes:
·         Surdez ( acompanhada de mutismo )
·         Problemas oculares ( cataratas )
·         Defeitos no sistema nervoso central
·         Cardiopatias
Outras anomalias possíveis são:
·         Anomalias da dentição
·         Pé boto
·         Fenda palatina
·         Spina bífida
·         Microcefalia
·         Atraso mental
·         Atraso do crescimento intra-uterino (ACIU)
·         Hepatosplenomegalia
·         Anemia hemolítica
·         Trombocitopénia
 
Actualmente através do exame ecográfico detalhado, é possível identificar o ACIU, microcefalia e malformações cardíacas.
É importante referir também que mesmo quando o bebé não parece estar afectado, pode transmitir o vírus durante vários meses após o nascimento.
O contágio periconcepcional até 12 dias depois da última menstruação parece não provocar infecção fetal.
 
IMUNIZAÇÃO
Actualmente, a vacina para a rubéola faz parte do plano nacional de vacinação. Esta é constituída pelo preparado RA 27/3 que pode ser encontrada numa forma monovalente, bivalente ( sarampo-rubéola) e em forma trivalente ( VASPR – sarampo + parotidite + rubéola ).
Os efeitos da vacina são poucos e leves, incluindo febre baixa, mal estar e artralgia.
Durante a gravidez está contra-indicada a imunização, pois esta é constituída por vírus vivos atenuados, podendo estes cruzar de igual forma a placenta e provocar malformações. No entanto, durante o puerpério a mulher pode ser vacinada, não havendo contra-indicação desta durante a amamentação.
O ideal é então haver um aconselhamento pré-concepcional, onde se avalia a imunidade da mulher pela titulação de anticorpos ( imunizada se Ac > 15000UI / L ). As que não apresentarem prova serológica de infecção anterior, devem receber a vacina anti-rubéola antes da concepção, evitando a gravidez durante os 3 meses seguintes.
Não podemos deixar de referir também a importância das reinfecções pela rubéola, uma vez que ainda não está provado o risco de danos fetais neste caso, não se devendo por isso descuidar o contacto com a rubéola, mesmo nas grávidas “imunes”.
 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
O papel primordial dos enfermeiros é a prevenção, que passa pela imunização da população; vacinação da mulher não imunizada durante a pré-concepção ou caso não seja possível durante o puerpério; informar a mulher sobre os perigos de contágio durante a gravidez, sendo importante aconselhá-la a evitar contactos com outros indivíduos que possam apresentar exantemas virais.
Caso a grávida seja exposta à doença (depois de solicitada sorologias) é papel do enfermeiro informar a mulher do direito ao aborto terapêutico nas primeiras 12 semanas
 
        
 
 
 
 ESTREPTOCOCO ß - HEMOLÍTICO


EPIDEMIOLOGIA
O estreptococo ß - hemolítico ou estreptococo agalactiae ( SGB ) é um agente bacteriano responsável por infecções neonatais e maternas. A sua infecção tem vindo a aumentar desde os anos 60, tendo uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade.
Este agente coloniza a flora vaginal, sendo as portadoras assintomáticas o maior risco de doença neonatal.
A sua transmissão pode ocorrer por transferência da flora colorrectal para a flora vaginal.
Esta infecção, está associada a vários factores de risco, sendo os principais:
·         Estar na primeira metade do ciclo menstrual
·         Usar um dispositivo intra-uterino
·         Mulher com idade inferior a 20 anos
·         Etnia ( maior prevalência nas mulheres hispânicas )
         O uso de contraceptivos orais, sintomas ginecológicos ( corrimento vaginal ) e o número de parceiros sexuais parece serem um conjunto de factores que não estão associados à infecção, embora a prevalência da colonização por SGB possa aumentar após o início das relações sexuais.
 
MANIFESTAÇÕES MATERNAS
         A infecção materna manifesta-se por endometrite ( febre + hipersensibilidade uterina ) e infecções do tracto urinário ( disúria, pielonefrite )
  
TRANSMISSÃO NEONATAL 
A transmissão neonatal pode ocorrer durante o parto ( através da passagem pelo canal vaginal ) ou mesmo antes do parto por ascensão dos organismos após ruptura das membranas.
A infecção neonatal depende em grande parte da quantidade de SGB presentes na mãe durante o momento do parto
                 
MANIFESTAÇÕES NEONATAIS
A infecção por SGB divide-se em dois tipos: infecção de surgimento precoce ( aparece entre o 1º e o 5º dia pós-nascimento ) e infecção por surgimento tardio ( aparece entre o 6ºdia e o 3º mês de vida ).
A infecção precoce, manifesta-se clinicamente por pneumonite e septicémia, enquanto que na tardia prevalece mais a meningite ( com possibilidade de episódios convulsivos ), artrite séptica e osteomielite. A meningite pode conduzir a sequelas neurológicas na criança, como a surdez, cegueira e atraso mental.
Os factores de risco que podem levar à infecção neonatal são a prematuridade (61% de mortalidade ), ruptura das membranas, febre materna, baixo peso ao nascimento, gestação múltipla e sepse.
Os sinais de infecção estreptocócica no neonato incluem febre, letargia, icterícia, comprometimento respiratório ( respiração com esforço, apneia, taquipneia ) e hipotensão. Como manifestações menos frequentes encontramos a artrite, endocardite e conjuntivite. Na infecção tardia pode ocorrer sinais de amamentação deficiente.
 
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico materno é realizado através de culturas de exsudados vaginais.
O diagnóstico neonatal é feito através da punção lombar em todos os lactentes com suspeita de infecção, e por Rx torácico que poderá revelar infiltrados devido a pneumonia bacteriana.
 
TRATAMENTO
O tratamento de eleição para a infecção por estreptococos ß - hemolíticos é a combinação entre Penincilina G ou Ampicilina com Gentamicina por via endovenosa. A duração do tratamento é de cerca de 10 a 14 dias em caso de sepse ou meningite, podendo durar 3 semanas na osteomielite e 4 na endocardite
 
ACÇÕES DE ENFERMAGEM
O papel do enfermeiro passa por uma acção preventiva, sendo principalmente responsável pela assistência obstétrica e pré-natal, de forma a evitar situações como prematuridade, baixo peso ao nascer e ruptura prematura das membranas. De modo a prevenir também o risco de infecção do neonato dever-se-iam colher exsudados vaginais e anorrectais em mais de uma ocasião durante a gravidez.
O acto preventivo também inclui a quimioprofilaxia ( administração por indicação médica de AB a neonatais de risco e à mãe durante o intra parto ) e a imunoprofilaxia ( polissacárido tipo III – vacina em fase experimental )
 

Declinamos toda e qualquer responsabilidade legal advinda da utilização das informações do Blog Estudante de Enfermagem (http://enfermando.blogs.sapo.pt), o qual tem por objectivo a informação, divulgação e educação acerca de variados temas médicos, e cujos artigos expressam tão somente o ponto de vista e aprendizagem dos seus autores. Tal informação não deverá, de forma alguma, ser utilizada como substituto do diagnóstico médico ou tratamento de qualquer doença sem antes consultar um especialista. Who links to me?

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